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O Brasil vem passando por um cenário epidemiológico preocupante, com o aumento de arboviroses como dengue, chikungunya e zika, que têm como principal vetor os mosquitos da espécie Aedes aegypti. O contexto atualmente é ainda mais alarmante após a associação do vírus zika (ZIKV) com o surgimento de crianças com alterações neurológicas congênitas (microcefalia), principalmente no Nordeste do Brasil. As arboviroses são motivo de grande preocupação em saúde pública no Brasil e no mundo, decorrente, principalmente, do grande número de casos, do potencial de dispersão, do elevado número de pessoas susceptíveis, da complicação e das sequelas impostas (como cronicidade da chikungunya e microcefalia relacionada à zika), da falta de tratamento específico e dos enormes gastos. Mesmo diante de tantos problemas, ainda é um desafio para os órgãos de vigilância em saúde controlar o vetor. Assim, vamos apresentar, de forma dialógica, a biologia básica do Aedes aegypti, os métodos de vigilância e controle na luta contra esse mosquito, considerado o principal transmissor das arboviroses e responsável por um acréscimo de aproximadamente 400% de casos novos, em comparação com o primeiro semestre do ano de 2019. Vale a pena ressaltar que esse aumento no número de casos não retrata a situação em todos os estados, uma vez que é uma doença sazonal, de curso agudo e de diferente distribuição no território nacional. Além disso, questões de imunidade, introdução de novos arbovírus e alternância de sorotipos do vírus dengue (DENV) circulantes também são fatores importantes a se considerar nesse aumento de casos e não somente a presença do vetor.
Em 2019, de acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados mais de um milhão e meio de casos prováveis de dengue, 132.205 casos prováveis de chikungunya e 10.768 casos prováveis de zika. Em 2020, com a deflagração da pandemia de covid-19, e as arboviroses serem deixadas em segundo plano, seria esperado um aumento no número de casos dessas arboviroses, uma vez que a dificuldade de execução das atividades de rotina, o medo de procurar atendimento médico e a maior permanência da população em casa são fatores favoráveis à dinâmica de transmissão. No entanto, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2020, ocorreu uma redução no número de casos notificados das três arboviroses, com 928.282 para dengue, 69.702 para chikungunya e 6.220 para zika. Essa redução pode ser atribuída à mobilização que as equipes de vigilância epidemiológica estaduais estão realizando diante do enfrentamento da emergência da pandemia do coronavírus (covid-19), após a confirmação dos primeiros casos no Brasil, em março de 2020, ocasionando atraso ou subnotificação para os casos das arboviroses.
Biologia, monitoramento e controle de Aedes aegypti
schedule 40 horas
starstarstarstarstar 5,0 (2.589 avaliações)
lock_open Inscrições abertas ao público
groups 3.826 Alunos matriculados
school 2.781 Alunos concluíram
Sobre o curso
calendar_month Lançado em 19/08/2024
account_circle Público Alvo: Gestores e profissionais de saúde de nível superior que conduzem e/ou atuam nas ações de atenção primária, na vigilância e no controle de arboviroses nos territórios (Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde)
forum Sem discussões
group Sem orientação / facilitacão
Trilha: Escolher
O Brasil vem passando por um cenário epidemiológico preocupante, com o aumento de arboviroses como dengue, chikungunya e zika, que têm como principal vetor os mosquitos da espécie Aedes aegypti. O contexto atualmente é ainda mais alarmante após a associação do vírus zika (ZIKV) com o surgimento de crianças com alterações neurológicas congênitas (microcefalia), principalmente no Nordeste do Brasil. As arboviroses são motivo de grande preocupação em saúde pública no Brasil e no mundo, decorrente, principalmente, do grande número de casos, do potencial de dispersão, do elevado número de pessoas susceptíveis, da complicação e das sequelas impostas (como cronicidade da chikungunya e microcefalia relacionada à zika), da falta de tratamento específico e dos enormes gastos. Mesmo diante de tantos problemas, ainda é um desafio para os órgãos de vigilância em saúde controlar o vetor. Assim, vamos apresentar, de forma dialógica, a biologia básica do Aedes aegypti, os métodos de vigilância e controle na luta contra esse mosquito, considerado o principal transmissor das arboviroses e responsável por um acréscimo de aproximadamente 400% de casos novos, em comparação com o primeiro semestre do ano de 2019. Vale a pena ressaltar que esse aumento no número de casos não retrata a situação em todos os estados, uma vez que é uma doença sazonal, de curso agudo e de diferente distribuição no território nacional. Além disso, questões de imunidade, introdução de novos arbovírus e alternância de sorotipos do vírus dengue (DENV) circulantes também são fatores importantes a se considerar nesse aumento de casos e não somente a presença do vetor.
Em 2019, de acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados mais de um milhão e meio de casos prováveis de dengue, 132.205 casos prováveis de chikungunya e 10.768 casos prováveis de zika. Em 2020, com a deflagração da pandemia de covid-19, e as arboviroses serem deixadas em segundo plano, seria esperado um aumento no número de casos dessas arboviroses, uma vez que a dificuldade de execução das atividades de rotina, o medo de procurar atendimento médico e a maior permanência da população em casa são fatores favoráveis à dinâmica de transmissão. No entanto, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2020, ocorreu uma redução no número de casos notificados das três arboviroses, com 928.282 para dengue, 69.702 para chikungunya e 6.220 para zika. Essa redução pode ser atribuída à mobilização que as equipes de vigilância epidemiológica estaduais estão realizando diante do enfrentamento da emergência da pandemia do coronavírus (covid-19), após a confirmação dos primeiros casos no Brasil, em março de 2020, ocasionando atraso ou subnotificação para os casos das arboviroses.
Por onde estão nossos alunos
Conteúdo
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Certificado de Matrícula
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BOAS-VINDAS
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Plano do Módulo
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Biblioteca
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Pesquisa sobre a Análise de Cursos do AVASUS
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Texto - Unidade 1
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Vídeo - Duas Mulheres e um Inimigo
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Texto - Unidade 2
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QUIZ – Mitos e Verdades sobre o Aedes Aegypti
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Texto - Unidade 3
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Figura interativa - Tipos de Criadouros mais Importantes para Aedes Aegypti e sua Classificação.
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Texto - Unidade 4
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Vídeo – Experiências Exitosas no Monitoramento do Aedes Aegypti com Ovitrampas
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Texto - Unidade 5
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Vídeo - Situação Atual de Controle no Brasil
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Figura interativa - Classificação dos Depósitos e Ações Preconizadas.
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Texto - Unidade 6
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Texto - Unidade 7
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Vídeo - Novas Tecnologias Aplicadas ao Controle do Aedes Aegypti (Luciano Andrade Moreira)
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Vídeo - Novas Tecnologias Aplicadas ao Controle do Aedes Aegypti (Jair Virgínio)
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Vídeo - Novas Tecnologias Aplicadas ao Controle do Aedes Aegypti (Sérgio Luiz Bessa Luz)
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Avaliação
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Certificado de Conclusão
Objetivos
OBJETIVO GERAL:
Atualizar gestores e profissionais de nível superior, que atuam na vigilância em saúde, sobre as ações de gestão, vigilância, controle, mobilização social, comunicação e educação em saúde relacionadas ao vetor Aedes aegypti.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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Apresentar a biologia do vetor (morfologia básica, hábitats, hábitos alimentares, comportamento);
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Atualizar sobre as metodologias de monitoramento entomológico (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), Levantamento de Índices Amostral (LIA) e armadilhas) e utilização dos sistemas de informação existentes;
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Atualizar quanto às medidas de prevenção e controle do vetor;
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Orientar na execução de atividades relacionadas à vigilância, ao controle do vetor e aos procedimentos gerais de segurança do trabalhador e da trabalhadora.
Como nos organizamos
METODOLOGIA
O módulo é oferecido sob a forma de educação a distância, autoinstrucional, sendo mediado por material didático diversificado, como vídeos, fluxogramas e linhas de tempo. Além disso, o módulo conta com atividades de correção automatizada com feedback aos participantes do curso e sugestões de material informacional complementar como sites, artigos e filmes.
RECURSOS
No módulo, serão utilizados como recursos: vídeos, imagens, fluxogramas, linha do tempo, quadros, recursos interativos e textos explicativos.
AVALIAÇÃO
A avaliação do módulo é contínua, realizada por meio de exercícios de fixação e desempenho ao longo do módulo.
Avaliações
Feedbacks dos alunos
5,0
Avaliação Geral
Principais palavras
Principais avaliações
Francilene Oliveira da Silva
Ivaneide salustiano da Silva
DAYANE CARLOS LINS
Créditos
Instituições Organizadoras
Cursos recomendados
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Princípios da Vigilância Epidemiológica
5,0 (6.593 avaliações)
40 horas
aberto
12.915 alunos 7.172 concluídos
Feito por quem estuda como você
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Noções de Vigilância Epidemiológica: Olhando para as especificidades de Sífilis; HIV/AIDS; Hepatites Virais; Tuberculose - ATUALIZADO
5,0 (7.737 avaliações)
40 horas
aberto
16.033 alunos 8.360 concluídos
Feito por quem estuda como você
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Doenças Emergentes (Dengue, Zika Vírus, Chikungunya e outras)
5,0 (8.174 avaliações)
30 horas
aberto
13.175 alunos 9.005 concluídos
Feito por quem estuda como você
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Zika: Abordagem Clínica na Atenção Básica
4,9 (11.237 avaliações)
45 horas
aberto
19.654 alunos 13.300 concluídos
Feito por quem estuda como você